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terça-feira, 22 de setembro de 2009

Mais uma coisa estranha num robalo



Na semana passada capturei um robalo na ordem dos 3 kg que ofereci aos meus pais para um almoço familiar, chegado a casa dos meus pais a minha mãe já habituada a pescadores diz-me para ir à cozinha observar o que o robalo continha no seu interior.
Observei dois caranguejos pilados, um macho e uma fêmea, nada de surpreendente até agora, surpresa foi ter observado que a fêmea continha um anzol, mais um peixe que capturei que tinha escapado de outra armadilha.
No entanto o anzol, a linha e a maneira de iscar deu para concluir que não se tratava de um robalo fugido de um aparelho profissional mas sim de um pescador desportivo.
Esta tipologia de anzóis são os mais usados para iscar os pilados na minha zona, da maneira que estava iscado e a espessura da linha leva-me a concluir que o peixe escapou numa montagem de pesca à bóia.
Ambos os pilados ainda não estavam digeridos nem mostravam marcas de terem sido ingeridos à muito tempo ( o macho deve ter sido ingerido em primeiro lugar ), este episodio faz-me pensar na capacidade que os robalos têm de reter os perigos, visto que no estado que os pilados estavam era obvio que não tinham sido ingeridos à muito tempo, logo o robalo também tinha escapado à pouco tempo de outra linha e mesmo assim continuou a caçar.
Na foto à esquerda a fêmea ainda com o anzol, à direita o macho.

sábado, 19 de setembro de 2009

Mais um robalo de aparelho




Na foto coloco mais um peixe capturado com a boca cicatrizada mas já deficiente, nos ultimos tempos começa a ser hábito capturar peixes nesta situação.
Os aparelhos usados pelos profissionais causam estas lesões aos peixes, muitas das vezes iscados com pilado em anzois 1/0 e superiores os peixes ficam a debater-se durante horas, alguns têm a felicidade de se libertarem mas alguns ficam como este.
A foto foi feita no momento exacto da captura, reparem que ele atacou o artificial pelo lado da boca saudável.
Estes aparelhos com muitos anzois práticamente não são retirados da água, são levantados e novamente iscados, em voltas de mar os aparelhos ficam lá vários dias com peixes mortos causando autenticos massacres de peixes o mesmo se passa com as redes.
É o nosso Portugal, o país dos subsidios, quando acabarem os robalos os pescadores profissionais vão exijir um subsidio qualquer e claro que o mesmo irá sair dos nossos bolsos.

sábado, 29 de agosto de 2009

Federação Portuguesa de Pesca Desportiva continua a luta

O expoente máximo da pesca em Portugal?

Somos um País de aventureiros, o mar está ligado à nossa cultura e história nacional, somos (fomos) uma nação que descobrimos, dominámos, dividimos, abandonámos e cá estamos, uma aliteração ou uma hipérbole?

Como Português não preciso de uma bússola para me orientar na Pesca Desportiva, lúdica ou de brincadeira ou ainda qualquer coisa que seja relacionado com um artefacto denominado cana de pesca, mas penso que a FPPD deveria ser a timoneira (O) na preservação do pão que a alimenta: os PEIXES.

Somos um povo de campeões mundiais em várias modalidades!!!! Bravo!!!!

Mas temos regulamentos que permitem chacinas de peixes…
.
Como é bonito de ouvir de um pescador de competição:

“ Fiz primeiro no meu sector com 2 aranhas e um robalo de 300 gramas”

Que bonito é de se ver a solta dos exemplares no fim de cada prova de surf casting… os peixes adultos, perdão! Jovens adultos (tenho uma clara queda para o exagero) pronto vá lá … peixes bebés, imaturos, JUVENIS. é lindo vê-los a nadar para dentro de uma saco plástico, latão ou caixote de lixo mais próximo..

Que luta pelo pescador lúdico quando proibiram o engodo desde a costa, que cruzada.

Olha se a ideia pegava e proibiam em águas interiores as toneladas de engodo que são descarregadas anualmente… Até parece que estou a ver a cara de certos barões dos farináceos.

Hoje fico-me por aqui mas não podia de endossar os parabéns à FPPD pelo excelente trabalho que tem vindo a realizar na preservação da pesca desportiva em Portugal, os regulamentos das provas de mar são o seu estandarte nesta luta contra o tempo.
Obrigado.

domingo, 9 de agosto de 2009

Preservação e euros..

Vamos preservar? Preservar, essa palavra tão pura e elitista para alguns..
Ultimamente vamos lendo um pouco por todo o lado sobre esta palavra, preservar o meio ambiente, preservar os recursos naturais, preservar o património cultural, preservar os recursos marinhos,etc,etc..

Vamos falar de preservação e do spinning em duas vertentes, a Internet e os profissionais do sector

Nos últimos anos existiu um boom massivo em publicações da especialidade, na Internet e nas casas de pesca, boa parte da publicidade presente nas revistas é já sobre esta modalidade, colocam ao virar de uma página os últimos gritos de artificiais, as lojas de pesca apressaram-se a acompanhar uma tendência de mercado e em quase todas podemos visualisar uma wall merchandising de artificias para cairmos no pecado capital da compra, tudo em nome da preservação.

A Internet:

Fóruns, blogs , páginas oficiais de marcas ou importadores, o spinning tornou-se omnipresente, assistimos em fóruns a tertúlias por tudo e por nada, a brainstormings de cérebros que pouco salitre têm entranhado no corpo, ou que pescam muito por um monitor fazendo de um par de teclas o sua melhor amostra.

Na Internet o apelo à preservação pelos demais sítios é notório, se uns acham que é por necessidade outros por elitismo, outros porque amam a pesca e outros porque vão na corrente e preservar é preciso, pelo menos afirmar, fazer é outra história.

Nesta mesma Internet que todos nós navegámos as marcas e importadores já descobriram um nicho de mercado tentador e poderoso, já começaram a montar os seus sites oficiais com visuais agressivos, imagens e som brutais, comprem, comprem..

Ainda há no meio desta Internet grandiosa e informativa os peões, esses grandes pescadores que oficialmente não são patrocinados por nenhuma empresa mas oficiosamente recebem produtos para falar deles, mudam de roupa frequentemente, colocam fotos de peixes grandes ou pequenos o que interessa é aparecer, gerar retorno para receber mais umas amostras novas ou uma cana para entrarem no mesmo ciclo vicioso.

Divulgar é preservar? Ás vezes…

Não poderia deixar uma ressalva para aqueles que tem o seu blog com a seu “ patrocínio “ explicito, isso sim é ter respeito pelos seus leitores e claro, traz transparência, algo que cada vez falta mais neste Portugal.

As revistas:

O expoente máximo dos média na pesca, chegam a todos os pescadores mesmo aqueles que não tem acesso a um teclado, as casas de pesca até já as disponibilizam para uma leitura gratuita, para uma maior informação dos seus clientes e claro sempre é mais um argumento de venda devido à publicidade directa e encapotada que existe em quase todas as publicações.
A não profissionalização da maior parte dos pescadores que são seus colaboradores só levam a caminhos menos transparentes nos seus artigos, é mais um meio para chegar a um fim, esse fim será a preservação? Não me parece.. A ligação que muitos dos seus colaboradores tem ao mundo profissional da pesca torna as publicações feridas de morte no que concerne a transparência e isenção..
Tenho pena que o comum dos leitores não tenha conhecimento dos grandes interesses que existe na Pesca Desportiva em Portugal.
Preservar que palavra tão bonita..


Estabelecimentos comerciais de artigos de pesca:

Foram abertos para gerar lucros, nem adianta escrever muito sobre este tema, já viram algum lojista recusar vender algum artigo a algum pescador que não cumpre a lei?
Eu ainda não vi e duvido num futuro próximo ver isso a acontecer.


O spinning só veio ainda mais afectar o stock actual de robalos, a remoção massiva de grandes exemplares só veio debilitar as já diminutas populações de robalos e isto só aconteceu devido à divulgação brutal desta técnica , o spinning neste momento é a galinha de ovos de ouro de muitos profissionais do sector, preservar sim, é uma palavra bonita mas os euros falam mais alto neste Portugal.

segunda-feira, 20 de julho de 2009

quinta-feira, 16 de julho de 2009

O futuro ainda está nas nossas mãos



Ainda temos a felicidade de percorrer estas paisagens maravilhosas fazendo o que mais gostámos..




Aos achigãs..




Ao romper de uma manhã o rio envolto em nevoeiro, tornando a pesca em momentos miticos e unicos.. Por isso PRESERVEM..

sexta-feira, 10 de julho de 2009

Chave do sucesso para o pescador de spinning existe?




Todos nós conhecemos algum pescador que é conhecido pelas pescarias que faz, a maioria das povoações à beira mar tem habitantes que são reconhecidos dos demais por serem grandes pescadores, pescam mais peixe que os outros, qual será a chave do sucesso desses pescadores?


A persistencia pode ajudar a obter bons resultados mas não é por si só um factor decisivo no sucesso das nossas jornadas de pesca

Um bom conjunto e umas amostras de qualidade facilitam e muito o sucesso de um pescador mas é preciso saber usá-lo, o velho ditado popular” é preciso ter unhas para tocar guitarra” podia ser aplicado nesta situação.

Talvez o factor mais importante, a experiencia do pescador é uma das mais valias do mesmo, as horas passadas junto ao mar ajudam a reter muitas lições, saber interpretar o porquê das grades ou o sucesso das capturas são um trunfo importante em futuras jornadas de pesca, existem conclusões que só se obtêm com muitas jornadas de pesca.

O sucesso de um pescador é um conjunto de muitas variáveis que todas somadas dão origem a capturas, um bom pescador não é aquele que captura trinta peixes num dia, ou captura um exemplar enorme mas sim aquele que vai capturando peixes com uma cadencia natural no rácio directo de jornadas de pesca.

Para existir sucesso com regularidade o pescador tem que saber em primeiro lugar eleger o pesqueiro em função das condições do mar, da amplitude da maré e das condições climatéricas.

Existem bons pesqueiros para diversas amplitudes de maré, dentro dos mesmos ainda existem factores que podem condicionar a nossa escolha como o vento ou a direcção com que a ondulação entra no pesqueiro

Existem horas que serão inevitavelmente por regra sempre melhores que outras, o nascer do dia e o fim do mesmo, eu particularmente prefiro o nascer do dia.
E ainda existe a pesca nocturna, que poderá sempre dar bons resultados em qualquer estação sendo para esta a claridade da água um factor muito importante.







Fase lunar, muitos são os pescadores que preferem certas fases lunares para fazer as suas pescarias, está provado cientificamente que as fases lunares influenciam em diversos factores os seres terrestres e aquáticos, eu porém nunca consegui obter uma conclusão directa e clara sobre qual a melhor fase lunar para pescar, muito do que se diz não passam de mitos, porque já fiz excelentes pescarias em todas as fases lunares e não existe uma fase lunar que se evidencie na quantidade de capturas ..

O ponto de água, existe uma altura de maré na maior parte dos pesqueiros que é a ideal para se conseguir capturas, já aqui no blog escrevi que os robalos em grande parte dos pesqueiros que frequento atacam os artificiais em alturas de maré especificas, esse é o ponto de água do pesqueiro.

Os dias anteriores e posteriores à nossa jornada de pesca são igualmente importantes para o sucesso de uma saída ao mar, se o mar esteve revolto durante uma semana ou se irá ficar revolto no dia a seguir tem uma influencia tremenda na actividade dos peixes o antes e o depois de uma “mexida de mar” são dias de maior actividade de peixe, com mais capturas .

Mediante o que acima afirmei o sucesso do pescador vai começar pela eleição do pesqueiro mediante as condicionantes que citei, um pesqueiro que nos deu grandes alegrias hoje amanhã pelo simples facto da direcção do vento ter mudado não irá dar captura nenhuma.

Outra coisa que deveremos ter em conta é a adaptação do material que usamos ao pesqueiro por nós eleito, não podemos cair em fundamentalismos na pesca, se assim pensarmos muitas das nossas jornadas vão estar destinadas ao insucesso.
Muitos pescadores adoptam ou querem pescar em “finesse” com linhas finas, canas curtas, equipamentos super ligeiros, deveremos pescar o mais fino que o pesqueiro nos permita mas tendo em conta que esse limite é imposto pelo pesqueiro.

Já existem poucos mitos na pesca, cada vez existe menos peixe o que impede que se consiga cada vez menos obtermos conclusões sobre métodos ou inovações que vamos utilizando.

Acredito que os bons pescadores nascem através da paixão que tem pela pesca , adquiriram sabedoria através do tempo, de muitas saídas sem peixe e da capacidade que tiveram de entender os porquês.. Porque é capturaram peixe em certas condições e com determinados artificiais e o porquê de não o fazerem em muitas outras ocasiões.

A pesca nunca será uma actividade exacta sem margem de erro, mas existe a real possibilidade de diminuirmos as nossas grades, acho que o sucesso desses pescadores que pescam mais deve-se em muito naquilo que em acima escrevi, existem ainda muitos outros factores com variáveis ainda mais complexas, se entrarmos em pormenores como pressão atmosférica, estação do ano, temperatura da água tudo se torna ainda mais complicado. A verdade é que não sou muito adepto de coincidencias , tento sempre entender o porquê de certos acontecimentos.

Tudo o que escrevi mal interpretado pode tornar uma actividade relaxante como pescar quase num exercício matemático, na prática as coisas são bem simples, acredito que seja complicado para quem se inicia pensar em tantos factores: Pesqueiro, hora para pescar , pontos de água, ventos, tonalidade da água, direcção da vaga, etc, etc..
Com o tempo quem se quiser aperfeiçoar no spinning vai acabar por pensar nesses factores todos quase de imediato, sem se aperceber mentalmente que o fez...

Por fim nem todos nascemos para ser pescadores, existe algo dentro de nós que faz parte da nossa Alma que deu o dom a alguns para serem melhores, para terem mais habilidade para pescar, nem todos nascemos pescadores assim como nem todos vieram ao mundo para serem jogadores de futebol.

E por fim podemos diminuir a nossa margem de erro, mas haverá sempre o factor surpresa, parece um antagonismo escrever isto no fim mas podemos retirar muitas conclusões mas haverá sempre o factor surpresa porque os peixes são seres vivos não são números de uma equação, na duvida é melhor sempre ir à pesca..