Em link anexo segue uma original petição online da Greenpeace .
Ser pescador implica respeito pelo meio ambiente, não precisámos só de salvar as baleias..
Em Portugal em primeiro lugar precisámos de salvar os pesqueiros dos pseudo-pescadores vulgo rapas.
Segue o link para quem desejar assinar:
http://www.send-a-whale.com/sendawhale/landing.php
sexta-feira, 6 de novembro de 2009
domingo, 25 de outubro de 2009
Petição em defesa do Rio Paiva
Só agora tive conhecimento de uma petição que corre em defesa do rio Paiva, um dos rios mais bonitos que conheço, por lá vi das trutas mais belas que vi em Portugal, assinem e juntem-se à força que deseja preservar o património que ainda temos:
http://www.petitiononline.com/RioPaiva/petition.html
E visitem este blog:
http://www.petitiononline.com/RioPaiva/petition.html
http://www.petitiononline.com/RioPaiva/petition.html
E visitem este blog:
http://www.petitiononline.com/RioPaiva/petition.html
sexta-feira, 23 de outubro de 2009
Rapala Maxrap

Todos nós conhecemos a Rapala, considerada por muitos a melhor marca de toda a história, sem duvida que em tempos o foi mas com a concorrência a apertar principalmente a nipónica a Rapala foi incapaz de produzir amostras para água salgada e para surfspinning costeiro que reunissem as condições que os actuais pescadores procuram sendo uma delas a distancia de lançamento é neste contexto que eram aguardadas as novas Maxrap com 13 cm de comprimento e 15 gramas de peso.
Hoje foram aos testes em água doce para conseguir analisar todas as suas potencialidades e sem duvida as mesmas tem uma capacidade de lançamento muito boa para as suas 15 gramas, muito parecido com as duo sld 125.. Outro pormenor que me chamou a atenção são as escamas interiores gravadas a laser segundo informação da marca dando aos artificiais um realismo impressionante.Quanto ao seu trabalhar falta o teste no mar , na rebentação mas para primeira impressão para aqueles que estão habituados aos jerks da Rapala que por norma com uma recuperação linear funcionam quanto baste neste modelo vão ter sérios problemas porque facilmente vão constatar que se trata de uma amostras muito técnica .
O tempo dirá se estes artificiais enganam robalos ou não, pelo que vi hoje dificilmente esta amostra não capturará peixe mas certamente não será com todos os pescadores.
domingo, 18 de outubro de 2009
Realidade nacional
Já conhecia este texto à muito tempo mas continua actual, numa primeira observação poderão pensar que o texto não tem nenhuma ligação com a pesca mas desenganem-se os mais mais desatentos:
Texto de Guerra Junqueiro – Pátria – 1896
Um texto de Guerra Junqueiro
“Um povo imbecilizado e resignado, humilde e macambúzio, fatalista e sonâmbulo, burro de carga, besta de nora, aguentando pauladas, sacos de vergonhas, feixes de misérias, sem uma rebelião, um mostrar de dentes, a energia dum coice, pois que nem já com as orelhas é capaz de sacudir as moscas; um povo em catalepsia ambulante, não se lembrando nem donde vem, nem onde está, nem para onde vai; um povo, enfim, que eu adoro, porque sofre e é bom, e guarda ainda na noite da sua inconsciência como que um lampejo misterioso da alma nacional, reflexo de astro em silêncio escuro de lagoa morta. [.]
Uma burguesia, cívica e politicamente corrupta até à medula, não descriminando já o bem do mal, sem palavras, sem vergonha, sem carácter, havendo homens que, honrados na vida íntima, descambam na vida pública em pantomineiros e sevandijas, capazes de toda a veniaga e toda a infâmia, da mentira a falsificação, da violência ao roubo, donde provem que na política portuguesa sucedam, entre a indiferença geral, escândalos monstruosos, absolutamente inverosímeis no Limoeiro. Um poder legislativo, esfregão de cozinha do executivo; este criado de quarto do moderador; e este, finalmente, tornado absoluto pela abdicação unânime do País.
A justiça ao arbítrio da Política, torcendo-lhe a vara ao ponto de fazer dela saca-rolhas.
Dois partidos sem ideias, sem planos, sem convicções, incapazes, vivendo ambos do mesmo utilitarismo céptico e pervertido, análogos nas palavras, idênticos nos actos, iguais um ao outro como duas metades do mesmo zero, e não se malgando e fundindo, apesar disso, pela razão que alguém deu no parlamento, de não caberem todos duma vez na mesma sala de jantar.”
Guerra Junqueiro, “Pátria”, 1896.
Texto de Guerra Junqueiro – Pátria – 1896
Um texto de Guerra Junqueiro
“Um povo imbecilizado e resignado, humilde e macambúzio, fatalista e sonâmbulo, burro de carga, besta de nora, aguentando pauladas, sacos de vergonhas, feixes de misérias, sem uma rebelião, um mostrar de dentes, a energia dum coice, pois que nem já com as orelhas é capaz de sacudir as moscas; um povo em catalepsia ambulante, não se lembrando nem donde vem, nem onde está, nem para onde vai; um povo, enfim, que eu adoro, porque sofre e é bom, e guarda ainda na noite da sua inconsciência como que um lampejo misterioso da alma nacional, reflexo de astro em silêncio escuro de lagoa morta. [.]
Uma burguesia, cívica e politicamente corrupta até à medula, não descriminando já o bem do mal, sem palavras, sem vergonha, sem carácter, havendo homens que, honrados na vida íntima, descambam na vida pública em pantomineiros e sevandijas, capazes de toda a veniaga e toda a infâmia, da mentira a falsificação, da violência ao roubo, donde provem que na política portuguesa sucedam, entre a indiferença geral, escândalos monstruosos, absolutamente inverosímeis no Limoeiro. Um poder legislativo, esfregão de cozinha do executivo; este criado de quarto do moderador; e este, finalmente, tornado absoluto pela abdicação unânime do País.
A justiça ao arbítrio da Política, torcendo-lhe a vara ao ponto de fazer dela saca-rolhas.
Dois partidos sem ideias, sem planos, sem convicções, incapazes, vivendo ambos do mesmo utilitarismo céptico e pervertido, análogos nas palavras, idênticos nos actos, iguais um ao outro como duas metades do mesmo zero, e não se malgando e fundindo, apesar disso, pela razão que alguém deu no parlamento, de não caberem todos duma vez na mesma sala de jantar.”
Guerra Junqueiro, “Pátria”, 1896.
domingo, 27 de setembro de 2009
Era uma vez

Existia um rio mítico para os pescadores de trutas que faziam parte do grupo de amigos do meu pai.
Sempre que me deslocava à aldeia dos meus pais ouvia relatos sempre o mesmo, o mestre do meu pai levou-o lá , grande pescador de trutas , à meio século atrás já pescava à pluma em Portugal, grande mestre que ainda tive a honra de conhecer já nos últimos anos da sua vida, já não tinha condições físicas para pescar mas a pesca foi sem duvida a sua vida, um certo dia em casa dos meus avós fez questão de me mostrar o seu álbum fotográfico, até hoje já vi muitas fotos de peixes mas nada que se assemelhe aquele álbum, muitas fotos ainda a preto e branco mas peixes incríveis, enormes e majestosos.
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O meu pai foi um dos seus discípulos, ao longo da sua vida só existiram dois, caminhou com ele muitas vezes ao longo destas margens, noutros rios e ribeiros. Havia vida nos rios, viagens enormes com acessos diminutos, existiam os famosos guarda-rios que tanta falta agora fazem.
Chegou o dia, tinha chegado a minha vez de ir conhecer o “ tal”, a vista do cima da serra é simplesmente de cortar a respiração, foi num qualquer dia de Maio e capturei um truta de perto de 40 cm, o meu pai enganou 5 se a memória não me falha. Esta captura tinha eu 13 anos, passaram-se quase 20 e decidi ir visitar o “tal”, sem cana na mão, apenas fui lhe dizer olá.
Pesquei por estas margens centenas de vezes, acampei 3 ou quatro vezes com amigos , tive a honra de assistir a espectáculos maravilhosos de manifestações da natureza que teimámos em destruir. O rio continua selvagem, com pouca água como é natural nesta altura do ano.
Muitas vezes estou com o meu Pai e sinto uma tristeza nas palavras dele quando fala de tempos passados, os olhos deles ficam sem profundidade quando fala de muitos rios em que ele pescou e foram completamente devastados, o TAL também o foi, nas suas águas já não existem trutas, foram exterminadas à bomba, com redes, com cal, com lixívia, cordas com bogas iscadas e até com caça submarina nos seus poços. Há momentos que odeio ser humano, somos a pior das espécies de longe a mais nociva e destrutiva para este planetaterça-feira, 22 de setembro de 2009
Mais uma coisa estranha num robalo

Na semana passada capturei um robalo na ordem dos 3 kg que ofereci aos meus pais para um almoço familiar, chegado a casa dos meus pais a minha mãe já habituada a pescadores diz-me para ir à cozinha observar o que o robalo continha no seu interior.
Observei dois caranguejos pilados, um macho e uma fêmea, nada de surpreendente até agora, surpresa foi ter observado que a fêmea continha um anzol, mais um peixe que capturei que tinha escapado de outra armadilha.
No entanto o anzol, a linha e a maneira de iscar deu para concluir que não se tratava de um robalo fugido de um aparelho profissional mas sim de um pescador desportivo.
Esta tipologia de anzóis são os mais usados para iscar os pilados na minha zona, da maneira que estava iscado e a espessura da linha leva-me a concluir que o peixe escapou numa montagem de pesca à bóia.
Ambos os pilados ainda não estavam digeridos nem mostravam marcas de terem sido ingeridos à muito tempo ( o macho deve ter sido ingerido em primeiro lugar ), este episodio faz-me pensar na capacidade que os robalos têm de reter os perigos, visto que no estado que os pilados estavam era obvio que não tinham sido ingeridos à muito tempo, logo o robalo também tinha escapado à pouco tempo de outra linha e mesmo assim continuou a caçar.
Na foto à esquerda a fêmea ainda com o anzol, à direita o macho.
sábado, 19 de setembro de 2009
Mais um robalo de aparelho

Na foto coloco mais um peixe capturado com a boca cicatrizada mas já deficiente, nos ultimos tempos começa a ser hábito capturar peixes nesta situação.
Os aparelhos usados pelos profissionais causam estas lesões aos peixes, muitas das vezes iscados com pilado em anzois 1/0 e superiores os peixes ficam a debater-se durante horas, alguns têm a felicidade de se libertarem mas alguns ficam como este.
A foto foi feita no momento exacto da captura, reparem que ele atacou o artificial pelo lado da boca saudável.
Estes aparelhos com muitos anzois práticamente não são retirados da água, são levantados e novamente iscados, em voltas de mar os aparelhos ficam lá vários dias com peixes mortos causando autenticos massacres de peixes o mesmo se passa com as redes.
É o nosso Portugal, o país dos subsidios, quando acabarem os robalos os pescadores profissionais vão exijir um subsidio qualquer e claro que o mesmo irá sair dos nossos bolsos.
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