País - Redes de pesca de meixão apreendidas no Tejo - RTP Noticias, Vídeo
Uma praga sem fim à vista nos rios de Norte a Sul de Portugal, sem comentários.
sexta-feira, 18 de dezembro de 2009
sexta-feira, 27 de novembro de 2009
Ajudem os ouriços do mar
Um blog pode e deve ter um papel de actividade civica por isso ajudem quem quer mudar algo em Portugal:
"Em Portugal só há ouriços-do-mar na costa entre Caminha e Esposende, mas todos os anos, durante o período reprodutivo das fêmeas, que decorre entre Outubro e Abril, deverão ser apanhadas umas 19 toneladas, para aproveitar as ovas frescas, que são colocadas no mercado a preço de ouro", disse hoje, à Lusa, aquele deputado.
Segundo Rui Taxa, a escassez de caviar a nível mundial fez disparar a procura das ovas de ouriço, que têm um paladar muito semelhante e que chegam a ter um custo de 24 euros por cada 130 gramas, sendo Espanha o seu destino."Os preços finais para o consumidor atingem valores muito mais elevados", frisou.Para Rui Taxa, o principal problema é que a lei não estabelece limites para a apanha, seja em termos de quantidades ou de tamanhos."Tudo o que vai à rede é peixe. Levam tudo e não deixam nada. E se isto continua assim, em breve deixará de haver ouriços-do-mar em Portugal", alertou.
A petição que vai ser colocada na Internet exige a proibição da apanha de ouriços-do-mar durante cinco anos, para a regeneração e estabilização da espécie, e a criação de legislação adequada, que imponha limites à apanha.Neste momento, e segundo Rui Taxa, que é também presidente da Direcção do Clube Ancorense de Pesca e Caça, qualquer pessoa que seja portador do Cartão Individual de Apanhador de Animais Marinhos, que custa apenas 10 euros, pode retirar da costa todo o mexilhão que quiser e puder.O cartão, emitido pela Direcção Geral de Pescas, tem actualmente cerca de 20 pessoas detentoras, na costa entre Esposende e Vila Praia de Âncora.Fonte da Polícia Marítima, contactada pela Lusa, explicou que, com a actual legislação, as autoridades apenas podem intervir se os apanhadores fizerem uso de instrumentos, como foucinhas, no exercício da actividade."Isso sim, é proibido por lei, mas é muito difícil apanhar os infractores, porque eles montam esquemas de vigilância, tendo alguém sempre 'de plantão' para os avisar quando se aproxima a Polícia Marítima", acrescentou a fonte, sublinhando que "é frequente" encontrar utensílios daquele tipo abandonados nas rochas.Rui Taxa lembra que a utilização destes instrumentos "viola os habitats naturais" de outras espécies, que "também ficam com a sobrevivência ameaçada".
O autora da petição em defesa dos ouriços-do-mar Rui Taxa, garante que já alertou para este problema diversas entidades, entre as quais os Ministérios do Ambiente e Agricultura e Pescas, as câmaras municipais, os deputados eleitos pelo distrito de Viana do Castelo e o Governo Civil.Fonte: Lusa (26/11/2009).
http://www.peticao.com.pt/ourico-do-mar
"Em Portugal só há ouriços-do-mar na costa entre Caminha e Esposende, mas todos os anos, durante o período reprodutivo das fêmeas, que decorre entre Outubro e Abril, deverão ser apanhadas umas 19 toneladas, para aproveitar as ovas frescas, que são colocadas no mercado a preço de ouro", disse hoje, à Lusa, aquele deputado.
Segundo Rui Taxa, a escassez de caviar a nível mundial fez disparar a procura das ovas de ouriço, que têm um paladar muito semelhante e que chegam a ter um custo de 24 euros por cada 130 gramas, sendo Espanha o seu destino."Os preços finais para o consumidor atingem valores muito mais elevados", frisou.Para Rui Taxa, o principal problema é que a lei não estabelece limites para a apanha, seja em termos de quantidades ou de tamanhos."Tudo o que vai à rede é peixe. Levam tudo e não deixam nada. E se isto continua assim, em breve deixará de haver ouriços-do-mar em Portugal", alertou.
A petição que vai ser colocada na Internet exige a proibição da apanha de ouriços-do-mar durante cinco anos, para a regeneração e estabilização da espécie, e a criação de legislação adequada, que imponha limites à apanha.Neste momento, e segundo Rui Taxa, que é também presidente da Direcção do Clube Ancorense de Pesca e Caça, qualquer pessoa que seja portador do Cartão Individual de Apanhador de Animais Marinhos, que custa apenas 10 euros, pode retirar da costa todo o mexilhão que quiser e puder.O cartão, emitido pela Direcção Geral de Pescas, tem actualmente cerca de 20 pessoas detentoras, na costa entre Esposende e Vila Praia de Âncora.Fonte da Polícia Marítima, contactada pela Lusa, explicou que, com a actual legislação, as autoridades apenas podem intervir se os apanhadores fizerem uso de instrumentos, como foucinhas, no exercício da actividade."Isso sim, é proibido por lei, mas é muito difícil apanhar os infractores, porque eles montam esquemas de vigilância, tendo alguém sempre 'de plantão' para os avisar quando se aproxima a Polícia Marítima", acrescentou a fonte, sublinhando que "é frequente" encontrar utensílios daquele tipo abandonados nas rochas.Rui Taxa lembra que a utilização destes instrumentos "viola os habitats naturais" de outras espécies, que "também ficam com a sobrevivência ameaçada".
O autora da petição em defesa dos ouriços-do-mar Rui Taxa, garante que já alertou para este problema diversas entidades, entre as quais os Ministérios do Ambiente e Agricultura e Pescas, as câmaras municipais, os deputados eleitos pelo distrito de Viana do Castelo e o Governo Civil.Fonte: Lusa (26/11/2009).
http://www.peticao.com.pt/ourico-do-mar
sábado, 7 de novembro de 2009
Pesca sustentável, o fim da linha
Por muito que custe a muitos estámos a chegar a um ponto sem retorno, ainda faz pouco tempo vi um programa sobre a pesca do atum que me deixou impressionado pela capacidade destruidora do homem, estámos a um passo do abismo e tenho grandes duvidas que recuemos.
Em anexo um link de outra petição online a exigir uma pesca sustentável à grande distribuição
http://www.greenpeace.org/portugal/participa/proteger-o-fundo-do-mar
Os meus agradecimentos ao leitor anónimo que me informou sobre este video e petição
sexta-feira, 6 de novembro de 2009
Petição online da Greenpeace
Em link anexo segue uma original petição online da Greenpeace .
Ser pescador implica respeito pelo meio ambiente, não precisámos só de salvar as baleias..
Em Portugal em primeiro lugar precisámos de salvar os pesqueiros dos pseudo-pescadores vulgo rapas.
Segue o link para quem desejar assinar:
http://www.send-a-whale.com/sendawhale/landing.php
Ser pescador implica respeito pelo meio ambiente, não precisámos só de salvar as baleias..
Em Portugal em primeiro lugar precisámos de salvar os pesqueiros dos pseudo-pescadores vulgo rapas.
Segue o link para quem desejar assinar:
http://www.send-a-whale.com/sendawhale/landing.php
domingo, 25 de outubro de 2009
Petição em defesa do Rio Paiva
Só agora tive conhecimento de uma petição que corre em defesa do rio Paiva, um dos rios mais bonitos que conheço, por lá vi das trutas mais belas que vi em Portugal, assinem e juntem-se à força que deseja preservar o património que ainda temos:
http://www.petitiononline.com/RioPaiva/petition.html
E visitem este blog:
http://www.petitiononline.com/RioPaiva/petition.html
http://www.petitiononline.com/RioPaiva/petition.html
E visitem este blog:
http://www.petitiononline.com/RioPaiva/petition.html
sexta-feira, 23 de outubro de 2009
Rapala Maxrap

Todos nós conhecemos a Rapala, considerada por muitos a melhor marca de toda a história, sem duvida que em tempos o foi mas com a concorrência a apertar principalmente a nipónica a Rapala foi incapaz de produzir amostras para água salgada e para surfspinning costeiro que reunissem as condições que os actuais pescadores procuram sendo uma delas a distancia de lançamento é neste contexto que eram aguardadas as novas Maxrap com 13 cm de comprimento e 15 gramas de peso.
Hoje foram aos testes em água doce para conseguir analisar todas as suas potencialidades e sem duvida as mesmas tem uma capacidade de lançamento muito boa para as suas 15 gramas, muito parecido com as duo sld 125.. Outro pormenor que me chamou a atenção são as escamas interiores gravadas a laser segundo informação da marca dando aos artificiais um realismo impressionante.Quanto ao seu trabalhar falta o teste no mar , na rebentação mas para primeira impressão para aqueles que estão habituados aos jerks da Rapala que por norma com uma recuperação linear funcionam quanto baste neste modelo vão ter sérios problemas porque facilmente vão constatar que se trata de uma amostras muito técnica .
O tempo dirá se estes artificiais enganam robalos ou não, pelo que vi hoje dificilmente esta amostra não capturará peixe mas certamente não será com todos os pescadores.
domingo, 18 de outubro de 2009
Realidade nacional
Já conhecia este texto à muito tempo mas continua actual, numa primeira observação poderão pensar que o texto não tem nenhuma ligação com a pesca mas desenganem-se os mais mais desatentos:
Texto de Guerra Junqueiro – Pátria – 1896
Um texto de Guerra Junqueiro
“Um povo imbecilizado e resignado, humilde e macambúzio, fatalista e sonâmbulo, burro de carga, besta de nora, aguentando pauladas, sacos de vergonhas, feixes de misérias, sem uma rebelião, um mostrar de dentes, a energia dum coice, pois que nem já com as orelhas é capaz de sacudir as moscas; um povo em catalepsia ambulante, não se lembrando nem donde vem, nem onde está, nem para onde vai; um povo, enfim, que eu adoro, porque sofre e é bom, e guarda ainda na noite da sua inconsciência como que um lampejo misterioso da alma nacional, reflexo de astro em silêncio escuro de lagoa morta. [.]
Uma burguesia, cívica e politicamente corrupta até à medula, não descriminando já o bem do mal, sem palavras, sem vergonha, sem carácter, havendo homens que, honrados na vida íntima, descambam na vida pública em pantomineiros e sevandijas, capazes de toda a veniaga e toda a infâmia, da mentira a falsificação, da violência ao roubo, donde provem que na política portuguesa sucedam, entre a indiferença geral, escândalos monstruosos, absolutamente inverosímeis no Limoeiro. Um poder legislativo, esfregão de cozinha do executivo; este criado de quarto do moderador; e este, finalmente, tornado absoluto pela abdicação unânime do País.
A justiça ao arbítrio da Política, torcendo-lhe a vara ao ponto de fazer dela saca-rolhas.
Dois partidos sem ideias, sem planos, sem convicções, incapazes, vivendo ambos do mesmo utilitarismo céptico e pervertido, análogos nas palavras, idênticos nos actos, iguais um ao outro como duas metades do mesmo zero, e não se malgando e fundindo, apesar disso, pela razão que alguém deu no parlamento, de não caberem todos duma vez na mesma sala de jantar.”
Guerra Junqueiro, “Pátria”, 1896.
Texto de Guerra Junqueiro – Pátria – 1896
Um texto de Guerra Junqueiro
“Um povo imbecilizado e resignado, humilde e macambúzio, fatalista e sonâmbulo, burro de carga, besta de nora, aguentando pauladas, sacos de vergonhas, feixes de misérias, sem uma rebelião, um mostrar de dentes, a energia dum coice, pois que nem já com as orelhas é capaz de sacudir as moscas; um povo em catalepsia ambulante, não se lembrando nem donde vem, nem onde está, nem para onde vai; um povo, enfim, que eu adoro, porque sofre e é bom, e guarda ainda na noite da sua inconsciência como que um lampejo misterioso da alma nacional, reflexo de astro em silêncio escuro de lagoa morta. [.]
Uma burguesia, cívica e politicamente corrupta até à medula, não descriminando já o bem do mal, sem palavras, sem vergonha, sem carácter, havendo homens que, honrados na vida íntima, descambam na vida pública em pantomineiros e sevandijas, capazes de toda a veniaga e toda a infâmia, da mentira a falsificação, da violência ao roubo, donde provem que na política portuguesa sucedam, entre a indiferença geral, escândalos monstruosos, absolutamente inverosímeis no Limoeiro. Um poder legislativo, esfregão de cozinha do executivo; este criado de quarto do moderador; e este, finalmente, tornado absoluto pela abdicação unânime do País.
A justiça ao arbítrio da Política, torcendo-lhe a vara ao ponto de fazer dela saca-rolhas.
Dois partidos sem ideias, sem planos, sem convicções, incapazes, vivendo ambos do mesmo utilitarismo céptico e pervertido, análogos nas palavras, idênticos nos actos, iguais um ao outro como duas metades do mesmo zero, e não se malgando e fundindo, apesar disso, pela razão que alguém deu no parlamento, de não caberem todos duma vez na mesma sala de jantar.”
Guerra Junqueiro, “Pátria”, 1896.
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