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quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Vámos lá fazer então mais uma barragem..

Para os mais distraídos aconselho a leitura do relatório do ICOMOS/UNESCO.

Claro que iremos perder o VEU ( valor excepcional universal), não sou nenhum ambientalista mas há coisas que me custam a assistir, ficam as imagens de mais um ambiente que vámos alterar..


quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Robalos a monte





Como indica o titulo do post, são mesmo robalos a monte.. Não vou entrar em considerações de caracter pessoal porque estes senhores são profissionais, penso que as imagens dizem tudo..

Agora não posso deixar de fazer futurologia, com esta pressão de  pesca não será muito risonho o futuro da especie....

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Defeso do Robalo, sim ou não?


Defeso do Robalo ?

Setembro, Outono e ao virar da esquina temos a famosa desova dos robalos irregular ao longo da costa Portuguesa , já capturei robalos ovados entre Outubro e Março, considero que o pico da desova aqui pelo norte decorra nos meses de Janeiro e Fevereiro.

Há algum tempo que se fala do defeso dos robalos, este tema é muito discutido entre os pescadores lúdicos principalmente em alguns círculos , pessoalmente considero que no futuro inevitavelmente o mesmo ocorrerá , acredito igualmente que o mesmo não acontecerá devido a uma tomada de consciência dos pescadores profissionais mas sim pela escassez dos stocks das populações.

Na realidade não consigo encontrar grandes estudos sobre o stock da espécie nas águas costeiras nacionais, não sei se é pela falta dos estudos em questão ou por falta de conhecimento da existência dos mesmos por minha parte.

A sensibilidade que tenho como pescador lúdico é que o nº de indivíduos que ocorrem aos pesqueiros por mim mais frequentados baixou drasticamente na última década, as informações que me vão chegando um pouco por todo o lado de pescadores de Norte a Sul é que o fenómeno é geral.

O não conhecimento ou a inexistência de estudos científicos muitas vezes induz em erro a nossa percepção do estado das “coisas” , devido a isso, tudo que eu possa escrever pode estar ferido de morte por falta de dados que alicercem a fundamentação.

As noticias na pesca, principalmente as de boas pescarias na maior parte das vezes voam, chegam ao conhecimento de todos, por vezes nem que seja alguns dias depois, mas chegam.

A realidade que constato é que as boas pescarias são cada vez mais esporádicas, observo inúmeras vezes os profissionais a levantar redes e aparelhos e as capturas igualmente são diminutas.

Á um par de anos atrás com as condições minimamente aceitáveis existiam sempre capturas, se a sorte não nos bafejasse, alguns peixes eram capturados por amigos ou conhecidos, actualmente a situação é muito diferente.

O que terá acontecido?

Factores mais importantes em minha opinião:

A pesca profissional evoluiu muito, técnicas mais massivas de pesca, mais eficazes e potencialmente mais destrutivas.

O incumprimento pelos profissionais da legislação em vigor não respeitando a maior parte das vezes a distancia mínima costeira onde podem exercer a sua actividade profissional.

A captura massiva e ilegal de milhares de peixes juvenis, sem tamanho mínimo legal de captura e reprodução, em estuários e rias por todo o território nacional, aqui neste ponto, profissionais e lúdicos estão de mãos dada nas culpas associadas.

A captura completamente despropositada pelos profissionais de grandes quantidades de peixes na altura da reprodução dos robalos, sendo boa parte desses peixes indivíduos reprodutores impossibilitados de se reproduzirem e assim deixar o seu contributo para gerações futuras da espécie.

A pescador desportivo tem a cada dia que passa materiais mais eficazes para capturar peixe, melhores ferramentas informáticas para planear as saídas de pesca, e o spinning é uma técnica de eleição para a captura de grandes exemplares, e neste momento já serão milhares os pescadores adeptos desta técnica.

É sempre mais fácil atribuir a culpa da falta de peixe aos pescadores profissionais, mas nós os lúdicos também a temos, numa escala muito menor mas o impacto existe, muito mais para quem acreditar na teoria da existência de robalos residentes em alguns pesqueiros mas a mesma carece de verdade cientifica por isso não vale muito a pena ir por esse caminho..




O que poderia ser feito para inverter esses caminho?

Só o facto de profissionais e lúdicos cumprirem a legislação em vigor poderia alterar alguma coisa, mas provavelmente não chegaria porque é demasiada a pressão de pesca exercida por profissionais e lúdicos.

Uma fiscalização mais rigorosa dissuadira muitos prevaricadores.

O defeso da espécie, zonas interditas de pesca, zonas de abrigo, estas ultimas rotativas ou não, sendo que a criação de zonas rotativas poderia implicar uma maior pressão nas zonas sem interdição, em resumo e por fim o DEFESO para todos, profissionais e Lúdicos.

Acho que é de conhecimento geral que o preço do robalo tem o seu pico nos meses estivais, fruto da nossa própria cultura de comer mais peixe de Verão do que de Inverno mas também muito influenciado pelo turismo e pela procura de Robalos nos principais ofertas hoteleiras da região.

A verdade é que não são raras as vezes que os grandes e selvagens exemplares que a hotelaria procura para os seus clientes na altura Estival muitas vezes escasseiam para alegria dos profissionais que vêm a sua pesca e lucro serem rentabilizados , o problema é que muitas vezes a procura supera a oferta, o preço de compra claro que sobe mas os profissionais não tem capacidade de fornecimento da procura, perdem dinheiro e muito dinheiro.
O exercício é simples:

100 kg de pescado na altura da desova podem ser vendidos a 600 euros( em pico da desova é comum encontrar-se robalos amontoados e completamente ovados nas lotas a serem vendidos a 6 euros o kg)

100 kg de Verão, vendidos a 20 euros o kg = 2000 euros

Com o defeso, a espécie poderia desovar tranquilamente, a continuidade da espécie e respectivos stock seria assegurada, os profissionais teriam mais pescado para vender quando houvesse uma procura maior mesmo que com a oferta a aumentar os preços médios de venda seriam sempre superiores ao da desova.

Conclusão.

Os profissionais tinham a sua actividade assegurada
Os lúdicos tinham mais peixe para praticarem a pesca com maior sucesso e satisfação.
A continuidade da espécie era salvaguardada.

Não é a primeira vez que abordo este tema, além de pertinente é claramente actual, faltam os dados para sustentar muita coisa, ficaram umas ideias gerais de algo que pode ser feito e deverá ser pensado e analisado, nos próximos anos o tema irá ser falado e discutido, é uma tema importante e crucial não só para os pescadores profissionais e lúdicos mas igualmente para toda a industria que rodeia a pesca dos robalos: lojas de pesca, importadores, marcas de pesca, náutica de recreio e profissional, espaços comerciais dedicados aos consumíveis de pesca dos profissionais, hotelaria e por fim a exportação de peixe.




Por fim este texto não é uma critica aberta, porque na mesma critica e reflexão eu teria que estar incluído porque mato peixe, logo também contribuo para a descida de stocks da espécie, as fotografias não são inocentes,nenhuma das duas primeiras honra os peixes, adversários dignos merecedores de serem tratados e retratados com o maior respeito, a dureza da fotos tem a mensagem implícita de como nós os seres humanos na nossa condição mais primária tratámos outros seres vivos:
Uma foto de uma grande femea capturada no ultimo Inverno outra foto com peixes mais pequenos capturados após a desova de 2010.

Não sou um falso moralista que vem apontar o dedo sem olhar para ele próprio, qual foi pior, matar a fêmea ovada ou 4 peixes a rondar 2 kg?

Realmente entre as duas primeiras fotos, aquilo que pior será na minha óptica é a fêmea morta, em consciência mato muito menos peixe do que o fazia mas continuo a matar, não me considero exterminador mas sou predador, tal e qual nos condiciona a nossa condição de ser humano é chegada a hora de cada vez mais reflectirmos no que queremos para o amanhã.

A ultima foto corresponde a um robalo devolvido para crescer porque o amanhã existe.

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Sinking pencil baits


Todas os artificiais que usámos na pesca dos robalos têm as suas técnicas especificas, uns requerem uma técnica mais apurada outros nem tanto..


Hoje decidi fazer um pequeno tributo aos sinking pencil baits, artificiais que muitos dos pescadores nacionais não gostam mas quando usados em determinadas situações são de uma eficácia tremenda.


Consegue-se efetuar várias animações com os mesmos, desde um simples wtd, a um jerking e até um stop and go, são artificiais na maior parte dos modelos lançadores e ainda temos a vantagem de com o mesmo artificial se o mesmo for uma versão sinking de o conseguir trabalhar em diferentes capas de água.



O meu tipo de pesqueiro preferido para todo o tipo de artificiais



O porquê de os pescadores não os usarem tantas vezes como os mesmos merecem, na minha opinião é por falta de confiança, com jerks sabemos que até com uma recolha linear os mesmos trabalham, nas amostras de superfície temos as mesmas no nosso campo de visão, nos pencil sinking não vemos nada e é o pescador que tem que efectuar a sua animação ou temos confiança que estamos a efetuar uma animação correta ou então nunca apostámos neste tipo de artificiais.



Caneiro submerso

Outro pormenor que constanto é que muitos pescadores só gostam de usar esta tipologia de amostras quando quer atingir distancias maiores e ainda restrigem o seu uso a fundos de areia com receio se as usarem em fundos mistos com baixa profundidade de as perderem.






Um peixe que foi enganado por uma blues code


Os sinking pencil podem proporcionar momentos como este


Nunca gostei de pescar em fundos só de areia apesar de existirem alturas do ano em que as praias exclusivas de areia nos reservam bonitas e grandes surpresas, devido a isso sempre as usei em fundos mistos ou caneiros como os que deixo na imagem e o sua eficácia é tremenda quando o peixe anda mais " preguiçoso " e reticente em atacar as amostras mais rápidas..



Há inúmeros artificiais que se inserem nesta tipologia, deixo aqui o meu tributo aos dois com os quais me iniciei nesta família de amostras, os blues code da Maria e os reef pencil da Hart que se encontravam com relativa facilidade nas lojas fisiscas nacionais, penso que ambos já estão descontinuados, os blues codes apenas são comercializados na versão slim, dois clássicos que vão deixar saudades