Por vezes nem tudo corre como queremos é assim na pesca e é assim na vida..
Gosto de pensar que a vida é feita de oportunidades, de pormenores, de decisões certas e erradas e de caminhos que escolhemos, na pesca as coisas também funcionam um pouco assim..
Como sabem não gosto de fazer relatos de pescarias, não foi um dos propósitos do blogue quando o iniciei e não o será agora, respeito quem o faça e há excelentes espaços que reflectem esse espírito..
Hoje vou falar de como correu o fim das jornadas de pesca em Julho , em que alguns pormenores podem fazer a diferença,neste caso a temperatura da água
Uma das vantagens de poder pescar nas praias adjacentes à foz dos rios, no meu caso concreto o Douro, é que beneficiamos directamente da sua influência nos peixes e nos seus ciclos.
No ultimo mês de Julho a água do mar esteve com uma temperatura baixa para a época, a rondar os 15 graus ,não fazia adivinhar grandes resultados na pesca, em conversa com amigos sabia que a actividade do peixe era baixa , os relatos deles confirmavam o que pensava, temperatura do mar baixa actividade dos peixes muito reduzida.
Sei por experiência de anos passados que com águas tão frias e o vento Norte a soprar intensamente o peixe entra no estuário , e mais uma vez este ano as coisas foram assim, durante um mês o peixe andou por vários km de estuário o que proporcionou excelentes momentos de pesca , pescar dentro de estuários é engraçado mas cansa pelo ambiente em si,
Estava atento ao que se passava no mar e tinha chegado a altura de ir fazer umas brincadeiras na costa e porquê?
A temperatura do mar subiu, o vento Norte acalmou durante uns dias e era previsível que ia haver capturas na costa, assim foi com algumas capturas diurnas à superfície , pelo silencio da noite os jerks mostraram todas as suas potencialidades e existiram momentos com várias capturas interessantes , foram várias jornadas de pesca em cenários de costa bem diferentes mas com capturas engraçadas e interessantes.
Faço spinning todo o ano e considero relativamente fácil apanhar robalos de Inverno, de Verão a história é muito diferente , falámos de uma pesca com um grau de dificuldade maior , o prazer que retiro de Verão é muito mais recompensador, as condições climatéricas são muito mais confortáveis, o material usado mais light e há menos pescadores nas praias
Penso que na pesca há dias que pormenores não fazem diferença mas esses mesmos dias são escassos ou residuais, na maioria das nossas saídas de pesca são a soma de vários pormenores que fazem a diferença.
Há um que é importante e que em todos os registos marca a diferença e a maneira com temos que abordar a jornada da pesca: a ÁGUA, muitas das vezes temos discussões, falámos de luas, de linhas, de canas, de animações mas por vezes esquecemo-nos do óbvio : a água que é onde habitam os nossos alvos.
Ora vejamos :
As cores das amostras são escolhidas em função da tonalidade da água em grande parte das vezes.
O estado da ondulação obriga-nos a usar artificiais que se adaptem a mares mais ou menos formados,
A mesma ondulação pode ou não provocar as condições ideais para os diferentes pesqueiros na costa.
A temperatura da água , a temperatura por si só influencia a actividade predatória dos robalos e a movimentação de cardumes de peixes presa.
Que nos adianta termos a lua perfeita( para aqueles que acreditam na sua enorme influencia na pesca) e um mar de 4 metros ? Ou temperaturas da água na casa dos 13 graus? Adianta muito pouco..
Quem manda é a água..
As fotos não estão grande coisa mas por telefone são as possiveis..
segunda-feira, 20 de agosto de 2012
quarta-feira, 25 de julho de 2012
terça-feira, 17 de julho de 2012
Jumping fishing
Há um tipo de pesca que um amigo meu apelidou de Jumping fishing em ironia ,devido ao exacerbado catalogar de variantes de spinning que nos invadem constantemente como se de algo de muito inovador ou diferente tivesse surgido .
Jumping fishing porque ando de carro em pesqueiro em pesqueiro à procura de determinadas condições..
Hoje ao contrário do que é habitual vou fazer neste espaço um relato de pesca.
As águas costeiras têm estado excessivamentefrias e ventos de Norte constantes colocam os peixes em águas estuarinas como é habitual nesta altura do ano.~
Fui fazer o reconhecimento diurno , a pé fiz cerca de 3 km de rio, era simples o que procurava: cardumes de tainhas de pequeno tamanho e robalos encostados a estruturas ou em passeio,preocupava-me mais encontrar as tainhas do que os robalos, sabia de anosanteriores que não ver os robalos era indiferente, pois iria pescar de noite , altura de eleição para pescar quando os robalos saem do abrigo dos fundões para pescar ou entram com a maré , pelo menos no Douro, seipor amigos meus e por algumas brincadeiras minhas que há outros estuáriosbem interessantes de dia, no Douro por norma de dia o peixe é muito pequeno e não eram esses peixes que procurava.
Encontrar tainhas no Douro é tarefa fácil, existem aos milhares para não dizer milhões, encontrar cardumes de tamanho reduzido em quantidade suficiente para desencadear emboscadasdos robalos é um pouco mais complicado.
Encontrei três locais com as condições que eu queria, tainhas em número suficiente, uma orografia de margem interessante para pescar e ainda tinha visto dois robalos num desses pesqueiros.
Saí de casa depois do Jantar ,aproveitei para pôr a conversa em dia com amigos de uma vida inteira que tal como eu cresceram a nadar e a brincar nas margens do Douro, algo pouco aconselhável nos dias de hoje, as crianças de hoje não se podem sujar muito…
Algumas breves histórias típicas de pescador e era chegada a altura de ir pescar porque corria orisco de não apanhar o ponto de água ou maré no qual queria pescar.
Chegado ao primeiro pesqueiro não vi as tainhas, algo que não me agradou, decidi fazer meia hora de pesca se nada sentisse iria largar ferro para outro pesqueiro, passado 30 minutos já estava dentro do carro a caminho de outro pesqueiro pois o primeiro foi uma aposta falhada.
No segundo pesqueiro ainda estoua colocar a mochila em cima da pedra quando ouço na água um grande estrondo…Conhecia aquele som, era o som de um robalo a atacar tainhas, são estes momentos que todos nós pescadores desejámos, sonhámos de olhos abertos e nos tiram o sono de noite.
Armado de speedmaster de 2.10 mt stradic 2500 Fa toca a enviar pedaços de plástico para a água…
Comecei com sammys 85, variava velocidade de WTD e nada , passei por 4 cores diferentes; totalmente negra , totalmente laranja, uma crome e ainda uma tainha em cores naturais,fiz pausas longas, menos longas e nada… Entretanto assisti a mais dois ataques daqueles peixes que eu procurava.. Algo falhava e era eu porque o peixe estava lá , só me faltava encontrar o padrão..
Fiz passagens com z claw, com zara spook e com sammys 65, tentei a bent minnow e nada, nem um ataque..
Começava a ser reduzido à frustração de não conseguir enganar um peixe, nem um ataque…
Tentei os jerks: FM de 80, Arnaud,Pointer e Staysee nada funcionava, nem cores nem animações diferentes.
Teria que ir para os vinis , via as tainhas em constante agitação, via um ataque de tempos em tempos, sabia que os peixes continuavam no pesqueiro, podiam estar relutantes em atacar à superfície e andar a caçar em capas de água mais fundas.~
Descarreguei vários vinis em várias gramagens, desde o conceituado rolling shad até ao comum fluke , foi de tudo para a água em várias gramagens e animações…~
Carreguei muitas grades e o prenuncio de tal acontecer não me estava a agradar nada porque sabia se tal acontecesse a culpa era minha , porque os robalos, esses sim estavam lá, faltava-me a arte para os enganar..
Decidi sentar-me e olhar bem para as caixas que tinha na mochila..
Tinha 3 armas diferentes para ir à agua, buzz jet, um heddon magnum torpedo e o javallon este ultimo responsável pela captura dos meus maiores peixes em estuário.~
Foi com o Javallon que tentei e depois de meia dúzia de lançamentos novamente a incapacidade de provocar um ataque apoderasse de mim , optei pelo buzz jet , um artificial que já me tinha dado umas alegrias mas sempre ao amanhecer mas nada…
Resignado foi com pouca esperança que coloquei o torpedo, a maré estava já a entrar na reponta e só teria mais 30 minutos de pesca naquele local sem que a corrente forte se fizesse sentir..
Primeiro lançamento com o torpedo,3 toques» pausa » 2 toques » pausa e um ataque brutal, cana completamente dobrada e a manivela a trabalhar a grande velocidade, de tal maneira queaté me estava a magoar o dedo indicador, como sabem e como já por aqui escrevi não utilizo o drag, pesco sempre em backrelling , o peixe perdiajá força e era altura de o cobrar assim o fiz , faltava-me contornar duas pedras e encalhar o peixe numa reentrância , algo que errei e falhei redondamente levando o terminar de 0.30 mm a roçar numa pedra e a partir..
Estava oficialmente aborrecido, para usar uma palavra mais gentil, porque por burrice minha perdi um belo peixe e ainda por cima com uma amostra na boca..
O torpedo era o único que tinha,com hélices só dois buzz jets, terminal novo e vai buzz jet para a água novamente mas como anteriormente nada mexeu .~
Lembrei-me subitamente que um amigo meu do Reino dos Algarves me tinha oferecido gentilmente uma Marota,amostra que eu transportava no carro ainda no envelope dos CTT, nem seria uma amostra para pescar mas sim para guardar para a posteridade.
Decidi subir a margem e dar um salto ao carro, e desci novamente com a marota na mão..
Na verdade e sem grande explicação os peixes queriam eram amostras com hélices, porque com a marota fiz duas excelentes capturas que mostram claramente que em estuário há excelentes exemplares à nossa espera, infelizmente a maré começou a sentir-se e as condições para pescar tinham terminado..
Voltei ao estuário mais 4 vezese não consegui uma única captura com amostras de hélices, os vinis e as habituais passeantes mostraram os seus créditos mas hélices não..
A pesca é uma constante demanda de conhecimento e reflexão, sinceramente em condições iguais noutras noites fiz boas capturas com as amostras que acima mencionei, sem saber o porquê nesta noite especifica as hélices provocavam ataques.
A foto não é grande coisa mas foi a possivel via telefone
Jumping fishing porque ando de carro em pesqueiro em pesqueiro à procura de determinadas condições..
Hoje ao contrário do que é habitual vou fazer neste espaço um relato de pesca.
As águas costeiras têm estado excessivamentefrias e ventos de Norte constantes colocam os peixes em águas estuarinas como é habitual nesta altura do ano.~
Fui fazer o reconhecimento diurno , a pé fiz cerca de 3 km de rio, era simples o que procurava: cardumes de tainhas de pequeno tamanho e robalos encostados a estruturas ou em passeio,preocupava-me mais encontrar as tainhas do que os robalos, sabia de anosanteriores que não ver os robalos era indiferente, pois iria pescar de noite , altura de eleição para pescar quando os robalos saem do abrigo dos fundões para pescar ou entram com a maré , pelo menos no Douro, seipor amigos meus e por algumas brincadeiras minhas que há outros estuáriosbem interessantes de dia, no Douro por norma de dia o peixe é muito pequeno e não eram esses peixes que procurava.
Encontrar tainhas no Douro é tarefa fácil, existem aos milhares para não dizer milhões, encontrar cardumes de tamanho reduzido em quantidade suficiente para desencadear emboscadasdos robalos é um pouco mais complicado.
Encontrei três locais com as condições que eu queria, tainhas em número suficiente, uma orografia de margem interessante para pescar e ainda tinha visto dois robalos num desses pesqueiros.
Saí de casa depois do Jantar ,aproveitei para pôr a conversa em dia com amigos de uma vida inteira que tal como eu cresceram a nadar e a brincar nas margens do Douro, algo pouco aconselhável nos dias de hoje, as crianças de hoje não se podem sujar muito…
Algumas breves histórias típicas de pescador e era chegada a altura de ir pescar porque corria orisco de não apanhar o ponto de água ou maré no qual queria pescar.
Chegado ao primeiro pesqueiro não vi as tainhas, algo que não me agradou, decidi fazer meia hora de pesca se nada sentisse iria largar ferro para outro pesqueiro, passado 30 minutos já estava dentro do carro a caminho de outro pesqueiro pois o primeiro foi uma aposta falhada.
No segundo pesqueiro ainda estoua colocar a mochila em cima da pedra quando ouço na água um grande estrondo…Conhecia aquele som, era o som de um robalo a atacar tainhas, são estes momentos que todos nós pescadores desejámos, sonhámos de olhos abertos e nos tiram o sono de noite.
Armado de speedmaster de 2.10 mt stradic 2500 Fa toca a enviar pedaços de plástico para a água…
Comecei com sammys 85, variava velocidade de WTD e nada , passei por 4 cores diferentes; totalmente negra , totalmente laranja, uma crome e ainda uma tainha em cores naturais,fiz pausas longas, menos longas e nada… Entretanto assisti a mais dois ataques daqueles peixes que eu procurava.. Algo falhava e era eu porque o peixe estava lá , só me faltava encontrar o padrão..
Fiz passagens com z claw, com zara spook e com sammys 65, tentei a bent minnow e nada, nem um ataque..
Começava a ser reduzido à frustração de não conseguir enganar um peixe, nem um ataque…
Tentei os jerks: FM de 80, Arnaud,Pointer e Staysee nada funcionava, nem cores nem animações diferentes.
Teria que ir para os vinis , via as tainhas em constante agitação, via um ataque de tempos em tempos, sabia que os peixes continuavam no pesqueiro, podiam estar relutantes em atacar à superfície e andar a caçar em capas de água mais fundas.~
Descarreguei vários vinis em várias gramagens, desde o conceituado rolling shad até ao comum fluke , foi de tudo para a água em várias gramagens e animações…~
Carreguei muitas grades e o prenuncio de tal acontecer não me estava a agradar nada porque sabia se tal acontecesse a culpa era minha , porque os robalos, esses sim estavam lá, faltava-me a arte para os enganar..
Decidi sentar-me e olhar bem para as caixas que tinha na mochila..
Tinha 3 armas diferentes para ir à agua, buzz jet, um heddon magnum torpedo e o javallon este ultimo responsável pela captura dos meus maiores peixes em estuário.~
Foi com o Javallon que tentei e depois de meia dúzia de lançamentos novamente a incapacidade de provocar um ataque apoderasse de mim , optei pelo buzz jet , um artificial que já me tinha dado umas alegrias mas sempre ao amanhecer mas nada…
Resignado foi com pouca esperança que coloquei o torpedo, a maré estava já a entrar na reponta e só teria mais 30 minutos de pesca naquele local sem que a corrente forte se fizesse sentir..
Primeiro lançamento com o torpedo,3 toques» pausa » 2 toques » pausa e um ataque brutal, cana completamente dobrada e a manivela a trabalhar a grande velocidade, de tal maneira queaté me estava a magoar o dedo indicador, como sabem e como já por aqui escrevi não utilizo o drag, pesco sempre em backrelling , o peixe perdiajá força e era altura de o cobrar assim o fiz , faltava-me contornar duas pedras e encalhar o peixe numa reentrância , algo que errei e falhei redondamente levando o terminar de 0.30 mm a roçar numa pedra e a partir..
Estava oficialmente aborrecido, para usar uma palavra mais gentil, porque por burrice minha perdi um belo peixe e ainda por cima com uma amostra na boca..
O torpedo era o único que tinha,com hélices só dois buzz jets, terminal novo e vai buzz jet para a água novamente mas como anteriormente nada mexeu .~
Lembrei-me subitamente que um amigo meu do Reino dos Algarves me tinha oferecido gentilmente uma Marota,amostra que eu transportava no carro ainda no envelope dos CTT, nem seria uma amostra para pescar mas sim para guardar para a posteridade.
Decidi subir a margem e dar um salto ao carro, e desci novamente com a marota na mão..
Na verdade e sem grande explicação os peixes queriam eram amostras com hélices, porque com a marota fiz duas excelentes capturas que mostram claramente que em estuário há excelentes exemplares à nossa espera, infelizmente a maré começou a sentir-se e as condições para pescar tinham terminado..
Voltei ao estuário mais 4 vezese não consegui uma única captura com amostras de hélices, os vinis e as habituais passeantes mostraram os seus créditos mas hélices não..
A pesca é uma constante demanda de conhecimento e reflexão, sinceramente em condições iguais noutras noites fiz boas capturas com as amostras que acima mencionei, sem saber o porquê nesta noite especifica as hélices provocavam ataques.
A foto não é grande coisa mas foi a possivel via telefone
terça-feira, 26 de junho de 2012
Spinning aos robalos de Verão
Se há altura do ano que me dá um prazer acrescido fazer spinning é nos meses de Verão, nada tem a ver com as temperaturas mais agradáveis nem os dias mais solarengos, simplesmente os pescadores que se dedicam a fazer spinning diminuem drasticamente.
De Inverno e muito influenciado pela desova não faltam nas praias caçadores de peixes, é nessa altura do ano que as praias são invadidas por senhores a lançar pedaços de plastico, é relativamente fácil tropeçar em peixes na costa durante esse periodo , depois chegados ao Verão dedicam-se a outras pescas ou pouco pescam , com mares menos formados ou águas muito mais limpas os peixes são muito mais difíceis de enganar, o aumento considerável de presas alvo na costa é uma faca de dois gumes, tem a virtude de fazer encostar muito peixe mas também os tornam muito seletivos , muitas das vezes apenas perseguindo apenas uma determinada espécie alvo.
Na realidade a quantidade de peixe no Verão é bem superior à de Inverno na zona onde faço as minhas incursões,temos é que estar muito mais atentos a movimentações de aves ou peixes alvo,ao contrário do Inverno que procuramos janelas de acalmia nas condições de mar e atmosféricas, no Verão convém procurar aqueles dias de alguma instabilidade atmosférica.
Seguir as nuvens de pilado ou cardumes de tainhas com uma média de 15 cm de comprimento, procurar marés de baixa amplitude, pescar de noite ou em condições de transições de luz são ingredientes fundamentais para capturáramos peixes grandes. Ao contrário do que muitos pescadores pensam de Verão há hipóteses elevadas de capturar peixes record.
Quem vive perto de estuário tem diversão quase garantida, tem um manancial de oportunidades para capturar peixes nas mais diversas técnicas e aqui mais uma vez quem pensa que só há peixes pequenos está muito longe da verdade, os peixes grandes em estuários localizam-se em locais muito específicos e por diferentes razões: profundidade, estruturas, remanços, jeitos de água são algumas das variáveis mais importantes, saber esperar pelo parar das águas nas transições das marés ou durante elas é de superior importância porque se não o fizermos corremos o risco de capturar apenas peixe pequeno. Apesar de não ser um ambiente de pesca que me cative para o spinning os estuários permitem pescas engraçadas
Depois da felicidade numa jornada de surfspinning de ter um encontro imediato com um peixe que ficou perto do meu recorde pessoal , uma jornada que provavelvelmente abordarei num post futuro decidi fazer umas brincadeiras dentro do Douro ,deixo hoje duas fotos de peixes em ambiente de estuário a provar que não há só peixes pequenos nos estuários.
O da primeira foto é um peixe de 6.800 kg, apesar de aparecer um shaker na foto a captura foi feita com um eternal shad de 150 da illex, a foto foi efetuada já com o peixe morto quase uma hora depois e estava a pescar com um shaker no momento numa pesca nocturna
O segundo um peixe muito mais pequeno com um 1.900 kg, esse sim com um shaker com a foto sendo tirada poucos segundos depois da captura, coloco essa foto não pelo tamanho do exemplar mas sim pela tonalidade do mesmo, um lindo robalo dourado.
Boas pescas
quinta-feira, 14 de junho de 2012
O primeira pesca aos achigãs depois do defeso
Uns dias de descanso em casa e já um pouco cansado de pescar robalos que por uma questão de proximidade estão mesmo ali ao virar da esquina decidi ir ver como estavam os nossos amigos achigãs.Foi a primeira pesca que fiz depois do defeso e por norma só a partir de meio de Junho é que faço umas pescas a este maravilhoso peixe, só o faço a partir desta data porque logo após o defeso aqui pelo Norte é comum encontrar ainda muitos achigãs a guardar o seu ninho e é apropriado deixá-los cumprir o seu ciclo de reprodução em paz e sem interferências, é pena que o Estado Português não pense dessa forma e continue a manter uma legislação caduca e a considerar o achigã uma espécie a abater.
Valeu a tarde bem passada e uns peixes que entravam muito bem a swimbaits nomeadamente o silent killer da Deps. Pesquem em consciência e pratiquem a pesca sem morte, só assim podemos garantir o amanhã.
segunda-feira, 11 de junho de 2012
Eastern Rises
Eastern Rises | teaser from felt soul media on Vimeo.
Outras realidades, vámos às trutas?sábado, 9 de junho de 2012
Shimano Wax Wing
Por norma não tenho por hábito falar de amostras neste espaço, alguns leitores pensam que é um tema que guardo em segredo e que não quero partilhar, na verdade não há amostras secretas, super eficazes que nos garantem sempre peixe, se assim fosse já não haveria peixes para pescar! Não falo habitualmente de amostras porque há muitos espaços a falar do mesmo e por outro lado não quero influenciar compras futuras de nenhum leitor.
Hoje no entanto vou falar da Wax Wing, não tenho nenhuma amostra preferida, não tenho nenhuma amostra que considere de excepcional, tenho é várias amostras para diversas situações, para diferentes situações existem várias amostras, se ficármos reféns de um modelo vámos condenar a flexibilidade que temos que ter ao abordar os diferentes cenários de pesca, o mercado é inundado de amostras a cada temporada, upgrades, cópias e alguns modelos novos que muitas das vezes nada acrescentam.
A verdade é que a Max Wing é algo de inovador, presumo que tenha sido criada a pensar em peixes tropicias mas os robalos atacam muito francamente estes artificiais,desde meio de Maio até à data de hoje já fiz com elas 8 capturas muito interessantes, em 2011 penso que não dei a este artificial as oportunidades que merecia, podemos utilizar a mesma como um pencil bait ou com uma recuperação linear a amostra faz um WTD automático( um pouco aberto na minha opinião), o twitching tem sido a técnica que melhor resultados.
Foram poucas as amostras que me surpreenderam até agora e esta foi uma delas, a nota negativa a apontar são as duas abas, o material é frágil e desgasta-se muito facilmente em contacto com as pedras.
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