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sábado, 7 de novembro de 2015

APIA Ventura 2508R-H e 3012



Esta semana estive com os dois carretos da APIA;  os Ventura  2508R-H e o 3012.


  
                  
  

Model Gear Weight Max Drag PE Cap Bearings
2508R-H 5.6 245g 7kg 1-200m 11+1
3012 4.8 270g 7kg 1.5-250m 11+1










Este fenómeno da APIA é algo que não me surpreende, uma marca que a meu ver tem como objectivo ser uma das principais referencias a nível mundial no spinning, ao contrário de outras que apostam em linhas  generalistas a APIA aposta na especialização em uma modalidade, a vantagem dessa especialização e sendo a missão da empresa dedicar-se a uma só área é ter produtos que foram desenvolvidos a pensar nas necessidades especificas desse mercado, é um produto para nichos e não para massas.
Estes carretos nascem numa parceria com a Daiwa, se analisarmos o esquema do carreto que acompanha o carreto é clara e patente a tecnologia da Daiwa na APIA, a grande questão que se levanta é se os consumidores vão optar por uma marca powered by Daiwa ou se vão continuar a preferir a Daiwa.



Em linhas muito generalistas os carretos tem uma suavidade de trabalho soberbo, uma estética muito interessante e alguns pormenores diferenciadores como a possibilidade de trocar a pega da manivela por outra cor visto que os mesmos vem equipados com uma pega preta e uma suplente vermelha numa aposta muito clara na vertente estética ao gosto do pescador, com 11/1 rolamentos em ambas os modelos e com o reconhecido sistema Mag  Sealed da Daiwa os carretos parecem ser autenticas preciosidades para os maiores adeptos da modalidade.

Na minha visão, encontro dois Handicaps, continuo a preferir o perfil de bobine da Shimano e carretos com ratio superior, neste capitulo o 3012 sai claramente a perder no meu gosto pessoal.

Muito provavelmente o 2508R-H vai fazer parte do meu espólio muito brevemente e terei uma opinião melhor formada daqui a uns meses.

Um produto a considerar que vai reacender a velha questão da Shimano versus Daiwa.

A nivel técnico haverá muitos que conseguirão pormenorizar muito mais estes carretos, eu pessoalmente gosto é de pescar e dar muito uso ao material por isso mesmo é que vários amigos meus dizem que tenho um dom natural para rebentar com o material todo, tenho a velha máxima que não sou refém do material, se o compro é para o usar intensamente, facto importante para quem procura qualidade a longo prazo..


segunda-feira, 2 de novembro de 2015

Population Dynamics of the European Sea Bass (Dicentrarchus labrax) in Welsh Waters


Encontrei este estudo sobre os nossos amigos robalos, leitura super interessante , sempre me interroguei o porquê de principalmente na altura da desova capturar muitas fêmeas, a ter em conta este trabalho as populações de machos e fêmeas apresentam importantes diferenças, estas e outras extrapolações podem ser vistas neste documento

Deixo o link para os interessados:

http://fisheries-conservation.bangor.ac.uk/wales/documents/ThesisCARROLL_ABI_MEP_bass.pdf

 

domingo, 1 de novembro de 2015

Pluma, seda y acero. las moscas del Manuscrito de Astorga.




Com a aproximação de dias mais Invernosos há uma maior disponibilidade para arrumar o nosso canto de pesca que tem sempre algo para arrumar, lubrificar um carreto, montar uma pluma, trocar um triplo oxidado mas também para ler..

Hoje deixo aqui a referencia a um grande livro com  um enorme trabalho de  José Luis Garcia :

Pluma, seda y acero. las moscas del Manuscrito de Astorga.

Durante 16 anos José Luis dedicou-se a montar as 36 moscas que fazem parte do Manuscrito datado de 1624 e cuja origem se atribui ao Asturiano Juan de Bergara.



quinta-feira, 29 de outubro de 2015

Damsels in Distress

Para quem não conhece fica um dos vídeos mais bonitos que já vi, podia ser em Portugal só não o é porque não querem. Ver, apreciar e reflectir...



Damsels in Distress from Sharptail Media on Vimeo.

terça-feira, 27 de outubro de 2015

O maior segredo da pesca



Há um género de obsessão na pesca que nos faz estar num estado permanente de inquietude, pelo menos a mim, e só o contacto com a água acalma a mesma.
Tenho por hábito dizer que não gosto de apanhar peixes por cansaço, por isso é que raramente as saídas de pesca não duram muito mais que duas horas, gosto de somar todas as variáveis, ponderar os vários cenários e fazer as minhas previsões e apostas… Quando vou pescar levo sempre vários planos na minha mente, o principal é o pesqueiro, por norma saio  já com o destino fechado, claro que  o mais importante é uma analise  in loco do estado do pesqueiro para tomar a decisão final mas vou pescar sempre com a ideia de 2 ou 3 pesqueiros, em primeiro lugar porque corro o risco de quando chegar ter o pesqueiro ocupado por outro pescador e em segundo convém sempre ter planos alternativos  porque as previsões das mais variadas ferramentas de previsão meteorológicas falham por vezes redondamente. Claro que nem sempre foi assim por tempos houveram que se pudesse dormia em cima do mar mas foram esses mesmos tempos que me fizerem concluir que o mais importante é estar no sitio certo à hora certa do que efectuar epopeias de horas a pescar.

Quem aposta nos pontos de água para fazer as suas incursões tem que ter isso em mente, fazemos a nossa aposta e a janela de oportunidade de captura é pequena, por isso convém ir preparado para a decisão de ter que mudar rapidamente de local se as variáveis não são as que prevíamos.
Capturar peixe é fantástico, capturar peixe porque fizemos as coisas bem para mim tem um sabor diferente.

Há pescadores que tem os seus pesqueiros favoritos, os seus quintais, claro que eu tenho as minhas preferências muitas das mesmas até por uma questão de comodidade de deslocação mas longe vai o tempo de ficar aborrecido por ver os pesqueiros ocupados, se antes ficava furioso agora pego no carro e sigo destino, por norma isso acontece por pescadores que só aparecem quando sabem que dá peixe, na realidade é natural que os pescadores apareçam para pescar quando sabem que dá peixes, por outro lado acabam muitas vezes sem saber a verdadeira razão porque deu peixe, quando o peixe falhar nesses pesqueiros ou ficam à espera de saber onde deu peixe novamente para ir pescar ou nem sabem para onde vão pescar se o quiserem fazer, andam um pouco às cegas. Pode ser até ser um pouco duro afirmar isso mas é uma constatação da realidade, andar atrás de peixes que já saíram não faz o meu género.. 

Como na vida na pesca não penso de maneira diferente, não gosto de andar às cegas, à espera de golpes de sorte, de viver segundo a opinião de outros, gosto de ouvir mas jamais serei uma cópia de alguém, na pesca passa-se muito isso, por vezes há pescadores que olham para outros e tentam seguir os seus passos, na grande generalidade vão tentar ser uma cópia de outro e as cópias nunca serão melhores que os originais, nada disso invalida que devemos aprender com todos porque na realidade com todos se aprende e no dia que pensarmos que sabemos tudo ou que somos os maiores da nossa rua estamos condenados à estagnação ou a uma evolução muito lenta, e se existe desporto em que facilmente levámos um banho de humildade é na pesca.

Este ano pouco pesquei nos meus pesqueiros mais frequentes, por vezes é bom procurar sucesso onde poucos o procuram ou visitar velhos pesqueiros conhecidos, se por um lado há pesqueiros muito bons por outro existem muitos por descobrir, e o grande problema dos pesqueiros é que há muito por escolher mas não se dão a conhecer de um dia para o outro, ou alguém nos explica como se faz e quando fazer ou é um conhecimento que não se ganha rapidamente, seja em Portugal ou do outro lado do mundo todas as massas de água tem as suas manias ou segredos.
Se me perguntarem se guardo segredo de amostras honestamente não, guardo segredo das manias dos pesqueiros porque se algumas manias me foram ensinadas por pescadores a quem devo muito outros tantos foi porque perdi centenas de horas para os conhecer e acho que a partilha de informação é saudável mas por outro lado pescador que se preze tem que saber fazer o seu caminho, procurar os peixes e os padrões..

Todos ouvem falar de pesqueiros quentes, seja em Vila Nova de Gaia seja no extremo de Portugal mas esses pesqueiros são bons quando? Com marés altas ou baixas? A meter água ou na vazante? Meia maré? Pode ser… Mas a vazar ou a encher? Na Primavera? No Verão quando tem laminárias? Com vagas de dois metros ou com mares derretidos? Porque meteu areia, porque a tirou? Encostou comedoria? Com águas limpas? Ou pede águas mais fechadas? Com vento Sul ou Norte, e de Oeste já não é bom? O Pesqueiro tem areão? Na altura da desova ou em Agosto?
Parece um exercício disparatado mas quem registar as suas jornadas de pesca com sucesso e grades ao fim de anos vai retirar conclusões, se vale a pena ou não mais uma vez ficará ao critério de cada um..

Como cada um encara a pesca à individualidade diz respeito, se para uns é redutor para mim é de uma complexidade extrema, não me chegam justificações vagas por muito que corra o risco de por vezes tentar encontrar um explicação no injustificável ou complicar o que simples é ,quando não capturámos nada e carregamos uma grade por norma atirámos para o ar que a culpa é do vento, a água não estava a fazer jeito ou então estava muito fria, se o período da vaga é pequeno muitas das vezes foi grande demais e ainda há  a famosa lua .. Pois bem quando não apanhamos peixe encontrámos quase sempre uma desculpa para o insucesso porquê não pensar ao invés?
O que nos levou a apanhar os peixes? 

O maior segredo da pesca são os padrões dos pesqueiros, sabendo os mesmos temos 80% da captura efectuada.
Ao longo do tempo muitas das vezes penso que já encontrei a resposta para muitas questões mas há sempre algo que me faz efectuar uma pergunta diferente, por isso é que a pesca é uma obsessão porque por mais respostas que encontre continuo sempre a encontrar novas perguntas.

E na pesca quem tem mais perguntas que respostas muitas das vezes apanha mais peixe, apenas porque procurou as respostas..

Procurar as respostas para encontrar os padrões dos pesqueiros e dos peixes é o maior segredo da pesca..

sexta-feira, 15 de maio de 2015

APIA Foojin´R, Best Bower 103 MLX



Todos os anos são lançadas no mercado inúmeras novidades para todos os gostos , felizmente ou infelizmente enquadro-me naquele lote de pescadores que andam sempre à procura de alguma novidade ou algum upgrade .

Quando falamos de canas longe vão os tempos em que os pescadores não estavam informados sobre as mesmas ou tinham dúvidas sobre aquilo que realmente queriam.
Todos os anos saem novos modelos de canas, muitos dos quais muito interessantes para a pesca que pratico mais vezes: o spinning aos robalos desde a costa, como é habitual vou caindo na tentação de adquirir algum modelo que me desperte mais a atenção.

Há várias canas no mercado para a mesma situação e ambiente de pesca que queremos, tudo depende do que queremos e do valor que estamos dispostos a pagar.
Já aqui o disse que conforme os pesqueiros que frequento e condições que vou enfrentar vario o material que utilizo, sempre dependi que os pescadores de spinning tivessem várias canas e várias opções, houvesse dinheiro para sustentar esse apelo mas também necessidade.

Uma das dificuldades que sempre encontrei foi encontrar uma cana na ordem dos 3 metros que me permitisse pescar com eficácia com artificiais de peso médio, até às 30 gramas, com potencia suficiente para lutar com exemplares grandes e uma grande sensibilidade para pescas mais técnicas e nocturnas.
Fiz várias experiencias mas nada que me satisfizesse por completo, pelo menos para o valor que estava disposto a dar por ela.

Este ano tropecei na Apia e houve uma cana que me chamou a atenção a Foojin´R, Best Bower 103 MLX, com 168 gramas de peso, um cw de 6>35 gr, equipada com passadores FUJI K e porta carretos FUJI VSS16, parecia ser uma cana que se enquadrava no que pretendia.



Desde inicio fiquei surpreendido com a sua capacidade de lançamento, fosse um vinil de 10 gramas ou um jerk de 30 gr, alta sensibilidade a qualquer vibração ou toque sentido e a facilidade com que animava certas amostras deixaram-me encantado, faltava o grande teste, saber como se portaria com peixes mais fortes e nada como o após desova para sentir os peixes a pedir linha.

O teste chegou e passou com distinção, na realidade cada vez mais o spinning se tornou especializado, as marcas já o assumiram, passou a ser uma técnica de nichos para uma paixão de massas e a especialização e evolução dos materiais seguiram o seu curso.
Em breve falarei de um carreto que muito me surpreendeu e me fez voltar atrás no tempo..


Boas pescas