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sábado, 20 de fevereiro de 2016

Até já Lipinho...



Começo a escrever este texto sem saber do teu destino, sem saber onde te encontras, o final já o sabemos…apenas ninguém o quer crer, eu pelo menos não, da esperança se passa à sensação de pesadelo aos poucos, nos entretantos somos assolados com pensamentos que é tudo irreal, que não...isto não está a acontecer, acontece aos outros, aos nossos não, aos amigos não.

Na minha realidade não sei como lidar com o adeus, não sei ver partir, se calhar é por isso que me sentei na secretária e decidi começar a escrever este texto, nem sei bem se é um desabafo ou uma homenagem, não sei se é para conter as lágrimas ou para honrar a tua pessoa, eu acredito que sejam as duas.

Sei que o mar te engoliu, é a expressão que mais vezes me assalta o pensamento, o mar engoliu o meu amigo… Como já o fez a muitos outros só que este é meu amigo, pescava com ele, brincava com ele, desabafava…

Se há uma certeza nesta vida é que o barqueiro vem buscar todos, não escapará ninguém, os bons ou os maus, mais novos ou mais velhos.
Não entendo como o Barqueiro escolhe as pessoas, desconheço o critério mas acho que era cedo de mais para ti, pela idade mas acima de tudo pela força que trazias contigo, a força de seres feliz, a garra de querer o melhor para os teus nem que para isso tivesses que mover montanhas….

Há várias imagens que tenho tuas que prefiro guarda-las para mim porque as palavras nunca iriam fazer juz a esses momentos, a essas imagens..

Sei que o mar te engoliu e não o merecias.

Que tenhas a paz que mereces. Passaram semanas desde que comecei a escrever este texto e o tento terminar, gostava de te honrar com um texto à altura da pessoa que és mas até as palavras saem a conta gotas, sufocadas pela tua imagem.

No fim e agora sei que para mim foi uma honra que as nossas vidas se cruzassem..

Deixo uma imagem tua a dares liberdade ao fazeres aquilo que mais te libertava:pescar..


Que tenhas paz onde estiveres.

quarta-feira, 11 de novembro de 2015

Pesca ao robalo proibida em 2016?








European Commission - Fact Sheet

Questions and Answers on the Commission's proposal for Atlantic and North Sea fish quotas in 2016

Brussels, 10 November 2015
The European Commission proposes fishing opportunities (Total Allowable Catches) for 2016 for the Atlantic and the North Sea.
1) What's new in 2016?
From 1 January 2016 fishermen will be obliged to land all catches of certain demersal species once they have been caught. This applies for example to hake, whiting and sole in certain fisheries. To compensate the industry for the extra effort involved in landing these catches, the Commission will propose so-called "TAC top-ups" for fish stocks that fall under the landing obligation. These TAC top-ups will be calculated based on how much those fleets that come under the landing obligation in 2016 contribute to total catches and discards.

2) Why are the TAC top-ups not yet included in the Commission proposal?
The Commission has asked scientific advisory body STECF for advice on the appropriate level of TAC top-up. STECF will only provide their advice in mid-November. Therefore, the stocks for which TAC top-ups are proposed are kept open in today's proposal. The Commission will table a non-paper with all the TAC top-ups as soon as possible after receiving the STECF advice.

3) How many TACs will be in line with MSY next year?
This will depend on the decision taken by the Council in December. In December 2014 the EU increased the number of MSY TACs from 27 to 36 in one go. The Commission is again proposing to reach maximum sustainable yield (MSY) exploitation rates by 2016 for all stocks where scientists have given MSY advice, except for sea bass. For sea bass the situation differs in that there were no catch limits in place on EU level before 2015. The Commission is therefore proposing to achieve MSY in 2017, still well in advance of 2020. Proposing TAC at MSY levels means phasing out overfishing: the MSY rate is the amount of fishing that will deliver the highest long-term catch from a stock, so any fishing above that level is wasteful, harmful and ultimately unprofitable for the fishermen.

4) Why are there so many figures missing in the proposal?
The Commission negotiates on behalf of the EU a number of quotas for fish stocks shared with third countries (Norway, Faroe Islands, Greenland, Iceland, Russia). The same is the case for the stocks in international waters and for highly migratory species such as tuna, where the European Commission negotiates fishing opportunities in regional fisheries management organisations. The figures will be filled in as soon as these negotiations are concluded. In addition, for some stocks advice was received too late to include figures in the proposal. 

5) What is the monetary value of the 2016 proposal compared to this year's quotas?
For many TACs the proposal contains no figure yet. For those TACs where a figure is included, the monetary value was approximately 1,123,000,000 EUR in the 2015 Regulation, and is about 25m EUR less in today's proposal.
At this stage, however, comparing monetary value is rather meaningless: several high value or high volume TACs (e.g. some nephrops, sole and horse mackerel TACs) are still open in the proposal. 

6) How many TACs are there in the Atlantic and North Sea?
The main group of TACs proposed is included in Annex IA. This annex contains 153 TACs in the Atlantic and North Sea, 63 of which are being proposed today. In today's proposal:
  • 11 take consideration of MSY advice,
  • 3 TACs (Celtic Sea herring, cod in the Irish Sea and cod in West of Scotland) are in line with long-term management strategies, e.g. management plans stemming from specific CFP regulations in force, Commission proposals for management plans not yet adopted, or a management approach put forward by Advisory Councils (ACs) and found precautionary by scientific advisory bodies.
  • 49 TACs concern so-called data-limited stocks. This means that scientists cannot make a full assessment. Of these 49 TACs, the Commission is proposing to keep 26 TACs at the same level as in 2015, following an agreement with the Council to keep them stable unless scientific advice shows that the stock is deteriorating. Most of these stocks are by-catches in mixed fisheries and the TACs are rather small.
  • The remaining TACs are in “pm” (pro memoria), either because scientific advice is not yet available, because further analysis of the advice is necessary or because international negotiations should be concluded later in the year. For these stocks, the proposal will need to be updated when the related information becomes available.
The TACs in today's proposal include 4 increases, 5 TACs which are proposed at the same level as in 2015 ("rollover") (plus 26 "rollovers" in for stocks contained in a joint Council and Commission statement) and 28 decreases. All four TAC increases concern stocks fished at MSY levels:

Common name
TAC Unit
final TAC in 2015
Type
TAC 2016 (Proposal)
TAC change: 2015 - 2016 (Proposal)
Megrims
North Sea (Union waters of IIa and IV)
2083
MSY
2639
26.7%
Megrims
West of Scotland (Union and international waters of Vb; VI)
4129
MSY
4314
4.5%
Horse Mackerel
North and North West of Spain (VIIIc)
13572
MSY
17235
27.0%
Horse Mackerel
Portuguese waters (IX)
59500
MSY
68583
15.3%

7) What about sea bass?
Sea bass is a special case: real management measures for sea bass were only put in place in January 2015 and catch limits were only put in place in June 2015. The Commission is therefore building on the measures taken in 2015 to halt the dramatic decline in this important stock. Today's proposal includes a complete fishing ban for commercial vessels and recreational anglers in the first half of 2016. For the second half of 2016, the Commission is proposing a monthly one tonne catch limit for vessels targeting sea bass, and a one fish bag limit for recreational anglers. It is also proposing to maintain the closure for commercial fishing around Ireland.

For more information:
Press Release on Commission's proposal on fishing opportunities in the Atlantic and North Sea for 2016: http://europa.eu/rapid/press-release_IP-15-6016_en.htm
Questions and Answers on Quota Top-ups: http://europa.eu/rapid/press-release_MEMO-15-6017_en.htm
MEMO/15/603

sábado, 7 de novembro de 2015

APIA Ventura 2508R-H e 3012



Esta semana estive com os dois carretos da APIA;  os Ventura  2508R-H e o 3012.


  
                  
  

Model Gear Weight Max Drag PE Cap Bearings
2508R-H 5.6 245g 7kg 1-200m 11+1
3012 4.8 270g 7kg 1.5-250m 11+1










Este fenómeno da APIA é algo que não me surpreende, uma marca que a meu ver tem como objectivo ser uma das principais referencias a nível mundial no spinning, ao contrário de outras que apostam em linhas  generalistas a APIA aposta na especialização em uma modalidade, a vantagem dessa especialização e sendo a missão da empresa dedicar-se a uma só área é ter produtos que foram desenvolvidos a pensar nas necessidades especificas desse mercado, é um produto para nichos e não para massas.
Estes carretos nascem numa parceria com a Daiwa, se analisarmos o esquema do carreto que acompanha o carreto é clara e patente a tecnologia da Daiwa na APIA, a grande questão que se levanta é se os consumidores vão optar por uma marca powered by Daiwa ou se vão continuar a preferir a Daiwa.



Em linhas muito generalistas os carretos tem uma suavidade de trabalho soberbo, uma estética muito interessante e alguns pormenores diferenciadores como a possibilidade de trocar a pega da manivela por outra cor visto que os mesmos vem equipados com uma pega preta e uma suplente vermelha numa aposta muito clara na vertente estética ao gosto do pescador, com 11/1 rolamentos em ambas os modelos e com o reconhecido sistema Mag  Sealed da Daiwa os carretos parecem ser autenticas preciosidades para os maiores adeptos da modalidade.

Na minha visão, encontro dois Handicaps, continuo a preferir o perfil de bobine da Shimano e carretos com ratio superior, neste capitulo o 3012 sai claramente a perder no meu gosto pessoal.

Muito provavelmente o 2508R-H vai fazer parte do meu espólio muito brevemente e terei uma opinião melhor formada daqui a uns meses.

Um produto a considerar que vai reacender a velha questão da Shimano versus Daiwa.

A nivel técnico haverá muitos que conseguirão pormenorizar muito mais estes carretos, eu pessoalmente gosto é de pescar e dar muito uso ao material por isso mesmo é que vários amigos meus dizem que tenho um dom natural para rebentar com o material todo, tenho a velha máxima que não sou refém do material, se o compro é para o usar intensamente, facto importante para quem procura qualidade a longo prazo..


segunda-feira, 2 de novembro de 2015

Population Dynamics of the European Sea Bass (Dicentrarchus labrax) in Welsh Waters


Encontrei este estudo sobre os nossos amigos robalos, leitura super interessante , sempre me interroguei o porquê de principalmente na altura da desova capturar muitas fêmeas, a ter em conta este trabalho as populações de machos e fêmeas apresentam importantes diferenças, estas e outras extrapolações podem ser vistas neste documento

Deixo o link para os interessados:

http://fisheries-conservation.bangor.ac.uk/wales/documents/ThesisCARROLL_ABI_MEP_bass.pdf

 

domingo, 1 de novembro de 2015

Pluma, seda y acero. las moscas del Manuscrito de Astorga.




Com a aproximação de dias mais Invernosos há uma maior disponibilidade para arrumar o nosso canto de pesca que tem sempre algo para arrumar, lubrificar um carreto, montar uma pluma, trocar um triplo oxidado mas também para ler..

Hoje deixo aqui a referencia a um grande livro com  um enorme trabalho de  José Luis Garcia :

Pluma, seda y acero. las moscas del Manuscrito de Astorga.

Durante 16 anos José Luis dedicou-se a montar as 36 moscas que fazem parte do Manuscrito datado de 1624 e cuja origem se atribui ao Asturiano Juan de Bergara.



quinta-feira, 29 de outubro de 2015

Damsels in Distress

Para quem não conhece fica um dos vídeos mais bonitos que já vi, podia ser em Portugal só não o é porque não querem. Ver, apreciar e reflectir...



Damsels in Distress from Sharptail Media on Vimeo.

terça-feira, 27 de outubro de 2015

O maior segredo da pesca



Há um género de obsessão na pesca que nos faz estar num estado permanente de inquietude, pelo menos a mim, e só o contacto com a água acalma a mesma.
Tenho por hábito dizer que não gosto de apanhar peixes por cansaço, por isso é que raramente as saídas de pesca não duram muito mais que duas horas, gosto de somar todas as variáveis, ponderar os vários cenários e fazer as minhas previsões e apostas… Quando vou pescar levo sempre vários planos na minha mente, o principal é o pesqueiro, por norma saio  já com o destino fechado, claro que  o mais importante é uma analise  in loco do estado do pesqueiro para tomar a decisão final mas vou pescar sempre com a ideia de 2 ou 3 pesqueiros, em primeiro lugar porque corro o risco de quando chegar ter o pesqueiro ocupado por outro pescador e em segundo convém sempre ter planos alternativos  porque as previsões das mais variadas ferramentas de previsão meteorológicas falham por vezes redondamente. Claro que nem sempre foi assim por tempos houveram que se pudesse dormia em cima do mar mas foram esses mesmos tempos que me fizerem concluir que o mais importante é estar no sitio certo à hora certa do que efectuar epopeias de horas a pescar.

Quem aposta nos pontos de água para fazer as suas incursões tem que ter isso em mente, fazemos a nossa aposta e a janela de oportunidade de captura é pequena, por isso convém ir preparado para a decisão de ter que mudar rapidamente de local se as variáveis não são as que prevíamos.
Capturar peixe é fantástico, capturar peixe porque fizemos as coisas bem para mim tem um sabor diferente.

Há pescadores que tem os seus pesqueiros favoritos, os seus quintais, claro que eu tenho as minhas preferências muitas das mesmas até por uma questão de comodidade de deslocação mas longe vai o tempo de ficar aborrecido por ver os pesqueiros ocupados, se antes ficava furioso agora pego no carro e sigo destino, por norma isso acontece por pescadores que só aparecem quando sabem que dá peixe, na realidade é natural que os pescadores apareçam para pescar quando sabem que dá peixes, por outro lado acabam muitas vezes sem saber a verdadeira razão porque deu peixe, quando o peixe falhar nesses pesqueiros ou ficam à espera de saber onde deu peixe novamente para ir pescar ou nem sabem para onde vão pescar se o quiserem fazer, andam um pouco às cegas. Pode ser até ser um pouco duro afirmar isso mas é uma constatação da realidade, andar atrás de peixes que já saíram não faz o meu género.. 

Como na vida na pesca não penso de maneira diferente, não gosto de andar às cegas, à espera de golpes de sorte, de viver segundo a opinião de outros, gosto de ouvir mas jamais serei uma cópia de alguém, na pesca passa-se muito isso, por vezes há pescadores que olham para outros e tentam seguir os seus passos, na grande generalidade vão tentar ser uma cópia de outro e as cópias nunca serão melhores que os originais, nada disso invalida que devemos aprender com todos porque na realidade com todos se aprende e no dia que pensarmos que sabemos tudo ou que somos os maiores da nossa rua estamos condenados à estagnação ou a uma evolução muito lenta, e se existe desporto em que facilmente levámos um banho de humildade é na pesca.

Este ano pouco pesquei nos meus pesqueiros mais frequentes, por vezes é bom procurar sucesso onde poucos o procuram ou visitar velhos pesqueiros conhecidos, se por um lado há pesqueiros muito bons por outro existem muitos por descobrir, e o grande problema dos pesqueiros é que há muito por escolher mas não se dão a conhecer de um dia para o outro, ou alguém nos explica como se faz e quando fazer ou é um conhecimento que não se ganha rapidamente, seja em Portugal ou do outro lado do mundo todas as massas de água tem as suas manias ou segredos.
Se me perguntarem se guardo segredo de amostras honestamente não, guardo segredo das manias dos pesqueiros porque se algumas manias me foram ensinadas por pescadores a quem devo muito outros tantos foi porque perdi centenas de horas para os conhecer e acho que a partilha de informação é saudável mas por outro lado pescador que se preze tem que saber fazer o seu caminho, procurar os peixes e os padrões..

Todos ouvem falar de pesqueiros quentes, seja em Vila Nova de Gaia seja no extremo de Portugal mas esses pesqueiros são bons quando? Com marés altas ou baixas? A meter água ou na vazante? Meia maré? Pode ser… Mas a vazar ou a encher? Na Primavera? No Verão quando tem laminárias? Com vagas de dois metros ou com mares derretidos? Porque meteu areia, porque a tirou? Encostou comedoria? Com águas limpas? Ou pede águas mais fechadas? Com vento Sul ou Norte, e de Oeste já não é bom? O Pesqueiro tem areão? Na altura da desova ou em Agosto?
Parece um exercício disparatado mas quem registar as suas jornadas de pesca com sucesso e grades ao fim de anos vai retirar conclusões, se vale a pena ou não mais uma vez ficará ao critério de cada um..

Como cada um encara a pesca à individualidade diz respeito, se para uns é redutor para mim é de uma complexidade extrema, não me chegam justificações vagas por muito que corra o risco de por vezes tentar encontrar um explicação no injustificável ou complicar o que simples é ,quando não capturámos nada e carregamos uma grade por norma atirámos para o ar que a culpa é do vento, a água não estava a fazer jeito ou então estava muito fria, se o período da vaga é pequeno muitas das vezes foi grande demais e ainda há  a famosa lua .. Pois bem quando não apanhamos peixe encontrámos quase sempre uma desculpa para o insucesso porquê não pensar ao invés?
O que nos levou a apanhar os peixes? 

O maior segredo da pesca são os padrões dos pesqueiros, sabendo os mesmos temos 80% da captura efectuada.
Ao longo do tempo muitas das vezes penso que já encontrei a resposta para muitas questões mas há sempre algo que me faz efectuar uma pergunta diferente, por isso é que a pesca é uma obsessão porque por mais respostas que encontre continuo sempre a encontrar novas perguntas.

E na pesca quem tem mais perguntas que respostas muitas das vezes apanha mais peixe, apenas porque procurou as respostas..

Procurar as respostas para encontrar os padrões dos pesqueiros e dos peixes é o maior segredo da pesca..